QUANTA GENTE AÍ SE ENGANA
- há 20 horas
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A probabilidade de consumirmos algo sem nenhuma curadoria ou reflexão por trás é maior do que podemos imaginar
Por: Alex Hoyte
Praticamente todos os dias somos atravessados por diferentes tipos de conteúdo, em quantidades quase industriais. Há uma certa facilidade em se perder do objetivo principal depois de algumas scrolladas.
Ontem mesmo entrei no Instagram com o objetivo de reassistir a um vídeo de uma cantora talentosíssima chamada Abena, que faz interpretações magníficas de clássicos do jazz. Vale a pena pesquisar. Mas acabei parando em um vídeo ligeiramente duvidoso, provavelmente feito por IA.
A probabilidade de consumirmos algo sem nenhuma curadoria ou reflexão por trás é maior do que podemos imaginar. Ou vocês realmente acham que escolhem a música que querem escutar? O artista que querem acompanhar? A resposta é não.
Existem muitos profissionais pensando e executando tudo aquilo que consumimos. Não que isso seja um problema A profissionalização chama o sucesso. E o sucesso chama o dinheiro. Ou você acha que a participação do Usher no Super Bowl foi apenas uma questão de agenda? Ou que o Usher simplesmente mandou um zap para o Jay-Z? Digamos que sim. Digamos que não.
Depois que comecei a colocar mais intenção naquilo que “escolho”, minha escuta ficou mais sensível. Conheci artistas novos, grandes, médios e pequenos. Isso pouco importa. Acredito que, independentemente do tamanho do artista, tanto a obra quanto quem a produz merecem respeito.
A arte é maior que tudo!





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